Os Chamados do Tarot - parte 1
Atualizado: 25 de fev. de 2022
Não é difícil para eu destacar os diversos chamados mediúnicos que eu recebi durante o meu desenvolvimento espiritual. Foram chamados através de mensagens espirituais, visões, sonhos, desdobramentos e até mesmo das formas mais comuns e naturais do dia a dia.
Foram também, chamados que me levaram às mais diversas experiências mágicas e espirituais como a Wicca, a Umbanda, o Reiki, Ordens Mágicas, etc. Porém no meio de todas essas trajetórias, os chamados que mais me chamam a atenção e me surpreendem constantemente até hoje, são os vários chamados do Tarot. Sim, mais que um!
Recebo muitas mensagens de pessoas me perguntando "Quando entender o chamado do Tarot?" ou "Como eu soube que eu deveria me tornar um tarólogo?". E é sobre isso que eu quero conversar com você hoje.
Meu despertar com o tarot se iniciou há aproximadamente 20 anos atrás, em meados de 2000-2001 quando que, por ironia do destino, fui apresentado ao meu primeiro tarot. Lembro que como de costume, eu gostava de andar na Galeria do Rock em São Paulo com meus amigos após as aulas do Ensino Médio e foi em um desses passeios que algo me chamou a atenção na vitrine de uma loja esotérica. Era para mim, a sensação de ter encontrado algo que eu nunca tinha perdido, mas que de alguma maneira eu sabia que me completava. Eu não entendi o que eu faria com aquelas cartas, porém eu tinha uma única certeza: Eu precisava leva-las para casa!
Lembro que dei algumas voltas pela galeria tentando tirar da cabeça a ideia de compra-las, mas quanto mais eu descartava essa ideia, mais fixa ela ficava na minha cabeça. Resolvi então compra-las e esse foi de fato o primeiro chamado que eu recebi do tarot.

Tarot Gótico de Elizabeth Quiroz (Tibet)
Ano de lançamento: 2000
Cheguei em casa super animado com aquelas cartas, olhei cada lâmina detalhadamente e pacientemente. Suas ilustrações eram lindas, cada carta era mais linda que a outra. Dei uma folheada no livro e guardei o tarot com muito carinho na gaveta.
E alí ele ficou por aproximadamente 3 anos.
O tempo passou!
O tempo passou e o tal tarot só ficou guardado como um jogo de cartas qualquer. Nesse período eu até tentei fazer algo útil com ele, mas sempre sem sucesso. Adquiri então meus outros decks (baralhos) de tarot, que mais uma vez se acumularam na gaveta do quarto.
Alguns anos depois, minha família e eu mudamos de cidade e lá, formamos um novo grupo de amizades com pessoas maravilhosas que eram apaixonados e curiosos pelo mundo holístico e espiritual, assim como eu. Nesse tempo, meu irmão gêmeo Leonardo (que também é um ótimo tarólogo) já tinha um conhecimento mais aguçado com o tema e nos propôs montarmos um grupo de estudo, onde juntos desenvolveríamos as habilidades e os conhecimentos com o tarot. Então o segundo chamado aconteceu e eu sabia que era a hora de tirar o velho tarot da gaveta.
Continua...
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